A Iniciativa para a Transparência nas Indústrias Extractivas (ITIE) possui, desde quarta-feira, 6, uma nova liderança. Maria van der Hoeven, dos Países Baixos, passa a assumir a presidência do conselho da organização para o mandato 2026–2029.
O processo de votação contou com a participação de Angola e aconteceu à margem da Conferência Global da ITIE 2026, que decorre em Bruxelas até amanhã, 9, sob o lema “Transparency for shared prosperity”. O país está a ser representado por uma delegação liderada pelo Director Executivo do Comité Nacional de Coordenação da ITIE-Angola (CNC-ITIE-Angola), José Malanga, que representa o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
Ex-ministra da Educação, Cultura e Ciência e dos Assuntos Económicos dos Países Baixos, Maria van der Hoeven sucede Helen Clark, que liderou o órgão desde 2019. A nova liderança entra num contexto marcado por profundas transformações nos sectores da energia e dos minerais críticos.
Novos países admitidos no Conselho Internacional da ITIE
Novos membros efectivos suplentes passam a integrar o órgão decisório do ITIE, composto por 21 representantes de países implementadores, apoiantes, empresas, investidores e organizações da sociedade civil. Na prática, tanto membros efectivos quanto suplentes desempenham os mesmos papéis.
Angola representa a região da África lusófona desde Junho de 2022. A Zâmbia foi admitida como novo membro para África anglófona, tendo como suplente a Libéria. A Mauritânia assume as regiões da África Ocidental Francófona e Médio Oriente e Norte de África. A RDC passa a representar a África Central Francófona, tendo Gabão como suplente.
Guiana passa a representar a América Latina e Caraíbas, tendo o Suriname como suplente. Pela Europa, foi eleita a Arménia, tendo o Timor-Leste como suplente. Para a região da Ásia-Pacífico, entra a Mongólia, que tem as Filipinas como suplente.
O novo mandato surge num momento em que o ITIE procura reforçar a transparência na gestão do petróleo, gás e recursos minerais, sobretudo por conta das mudanças decorrentes da transição energética e da crescente importância dos minerais críticos.






