A sudoeste de Quilengues, 17 km da vila sede, província da Huíla, está a nascer um projecto que mudará para sempre o futuro da mineração mundial: o Niobonga. Erguido entre as serras da Bonga e da Tchivira, numa área de 443,5 km², a concessão possui reservas estimadas de 19 milhões de toneladas de nióbio.
Metal raro e estratégico, na indústria extractiva, o nióbio é utilizado para fortalecer ligas metálicas e é de grande importância para a indústria aeroespacial, automotiva e tecnológica. Oficialmente, apenas o Brasil (93%) e o Canadá (cerca de 7%) produzem este minério, estando Angola prestes a se tornar o terceiro produtor do raro metal no mundo.
O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, esteve, neste sábado, 29 de Agosto, nas instalações do Complexo Carbonalítico de Niobonga e Tchivira e, após avaliar o nível de implementação e as condições do seu funcionamento, garantiu que tudo está pronto para o início da produção, sendo que, em breve, será procedido à inauguração do projecto.
“Saímos aqui com uma boa impressão. Está pronto para iniciar a produção. [A inauguração] está para breve. Angola passará a pertencer ao clube restrito de países produtores de nióbio”, ministro Diamantino Azevedo.

Criado em Angola para revolucionar a Indústria Mineira Global
Orçado em cerca de US$ 150M, o investimento é liderado pela Sociedade Niobonga – Comércio Geral, de capitais chineses, que detém o direito de exploração da área por um período de 22 anos, renovável até 40. Na fase de prospecção, a concessão rendeu 40 mil t de nióbio.
Com a operacionalização do Niobonga, Angola assume um papel estratégico na Indústria Extractiva Global, tornando-se o terceiro produtor de nióbio no mundo. A descoberta do minério foi feita por professores e estudantes da Faculdade de Ciências há alguns anos. Oficialmente apenas o Brasil (93%) e o Canadá (cerca de 7%) produzem o supercondutor raro, utilizado no fabrico de turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis e de supercondutores, bem como na construção de centrais eléctricas.
Um projecto que impactou a vida das comunidades
O empreendimento gerou, até o momento, cerca de mil empregos directos e construiu infra-estruturas comunitárias, como uma escola na comuna de Milua, além de habitações sociais para o recenseamento de 400 famílias e um reservatório de água. Está também em construção na zona fontes hidroeléctricas. O Niobonga permitiu, ainda, a terraplanagem de 28 km de estradas, que interliga directamente a futura concessão à vila de Quilengues, facilitando a mobilidade e a circulação de pessoas e bens das localidades circunvizinhas.






