Foto: D.R.
Com a implementação da primeira refinaria de ouro, o país passa a controlar internamente todas as etapas da cadeia de valor de ouro, o que permitirá não só refinar, certificar e comercializar o metal, mas também aumentar a sua capacidade de produção no continente.
Já em fase de comissionamento e capacitação técnica, incluindo testes dos equipamentos e formação de quadros nacionais nas áreas de ensaio e fundição, o projecto surge num contexto de crescimento do mercado mundial do ouro, cuja oferta atingiu um recorde histórico de 5.002t em 2025. No período, África produziu cerca de 1.010t, correspondentes a aproximadamente 20% da produção mundial.
Actualmente com 49 projectos de prospecção aurífera e quatro em produção, com investimentos superiores a 120 milhões de dólares, a primeira refinaria permitirá ao país não só aumentar os 20% da capacidade de produção ocupada pelo continente, mas mabém refinar, certificar e comercializar o ouro angolano em território nacional.
Dados oficiais indicam que, entre 2019 e 2025, foram ensaiados 346,63 quilogramas de ouro, equivalentes a mais de 10.781 onças finas, com uma pureza média de 93,2%.
Após o início das operações, de acordo com o Governo, o passo a seguir será a obteção de certificações internacionais nas áreas da qualidade, ambiente, segurança e competência laboratorial, incluindo as normas ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001, ISO 11426 e ISO 17025, bem como acreditações junto de entidades de referência mundial, como a London Bullion Market Association (LBMA).
Orçada em 12 milhões de dólares, a infra-estrutura ocupa uma área de 3.7 mil metros quadrados no Pólo Industrial de Viana, em Luanda. Integra uma refinaria, um laboratório e a primeira contrastaria pública e terá capacidade para processar até 25kg de ouro por dia.






