Foto da Mpopo Gold. fonte: MIREMPET
A MPOPO Gold tem dado passos significativos nas suas actividades de pesquisa, prospecção e exploração de ouro nas províncias da Huíla e do Cunene, garantiu Adalgisa Adolfo, responsável pelo Departamento Técnico de Geologia, durante a XIII Reunião do Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), realizado, recentemente, em Malanje, que abordou a “Refinaria de Ouro em Angola: Da extracção ao metal certificado, construir uma indústria nacional de valor”
Constituída em 2020, estudos geológicos da empresa identificaram alvos de exploração com elevado potencial mineral sobre os 1.930,24 km² (Huíla) e 80 km² (Cunene), reforçando as perspectivas de crescimento da produção. Entretanto, alguns desafios operacionais continuam a preocupar a mineradora.
Com capacidade de processamento de 100 t por hora, a empresa de capital angolano debate-se com a conclusão da segunda fase da planta industrial. A redução do impacto das chuvas e a acumulação de água nas frentes de lavra, são outros problemas para a estrutura empresarial, que descreve igualmente a situação do garimpo ilegal e os constrangimentos logísticos como calcanhar de Aquiles.
“MPOPO Gold não é apenas uma mina, é uma demonstração de que Angola pode transformar potencial geológico em soberania económica”, Adalgisa Adolfo, referiu a responsável pelo Departamento Técnico de Geologia.
No seu plano estratégico para 2027-2028, apresentado na XIII Reunião do Conselho Consultivo do MIREMPET, a mineradora ameniza a situação, garantindo, a conclusão da segunda fase da planta; actualização do modelo geológico e o reforço do plano de lavra.
No âmbito do reforço da soberania nacional, empresa vai continuar a assumir o papel estratégico para o aumento da produção e o crescimento económico do país. E definiu como parte das metas de produção a recuperação metalúrgica para níveis entre 65% e 80% e uma produção anual estimada entre 150 e 200 quilogramas de ouro.






