Com uma carteira histórica de projectos de infra-estruturas no mercado angolano, a Mota-Engil constituiu uma nova sociedade — a Mota-Engil Mining Services —, para gerir os seus 11 contratos de prestação de serviços no sector mineiro.
Em 2025, a mineração representou 30% da margem de receitas do grupo —cerca de 732 milhões de euros e um EBITDA de 216 milhões de euros — uma das mais rentáveis, contribuindo, em conjunto com a área industrial, para quase mil milhões de euros de volume de negócios.
Apesar de nenhum dos 11 contratos estar focado, de forma directa, para o mercado angolano, onde a empresa mantém presença histórica no sector da construção, a reestruturação representa uma nova estratégia para o continente africano, por permitir que a mineração funcione de forma autónoma, face às áreas tradicionais de engenharia e construção do grupo.
Para além da prestação de serviços a terceiros, a empresa está também a avançar na exploração de minas próprias. Detém sete licenças de exploração mineira no continente africano. Seu primeiro projecto de ferro, nos Camarões, poderá entrar em operação ainda este ano.
A autonomização da mineração insere-se no plano “Focus 2030”, que assenta em três prioridades — crescimento, diversificação e disciplina financeira, que aponta para um volume de negócios de nove mil milhões de euros até ao final da década (face aos 5,3 mil milhões registados em 2025).






